Domingos de manhã passeados com vagar, fotografias, impressões e confidências feitas à cidade de Coimbra, suas casas e seus casos, seu rosto vivo, suas lágrimas e sorrisos.

Acerca de mim

11 agosto 2007

And now, for something completely different...


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Sempre que saio de casa a pé, a descer, direito à opulenta civilização da "nova baixa", da centralidade do "mais belo shopping center do MUNDO" (nós os portugueses, é assim: no tempo de D. Manuel I ficámos célebres por uma arrasadora embaixada ao Papa, no terceiro milénio é por termos “aquilo” cá em Coimbra),
sou forçado pelas circunstâncias a passar por este outro notável vestígio da “nossa civilização”.
Não quero deitar abaixo as simpáticas empresas municipais.
Antigamente havia “serviços”, agora há “empresas”.
As únicas diferenças é que:
antigamente ficavam mais ou menos caras e eram dirigidas por um amanuense qualquer;
agora ficam pelos olhos da cara e têm ADMINISTRADORES!...
Percebem a diferença?
Só sei que passo vezes sem conta por aquele esterco todo espalhado ali na descampada terra de ninguém perto da nossa mini-Manhattan (ou será mini-Djakarta?...) da Avenida Elísio de Moura, e fico triste.
Um homem, não é de pau, e a paciência também tem os seus limites, que diabo!... Há já muito tempo a passar por ali e o entorneiro de lixo é sempre assim, um pouco mais ou menos.

Não é que seja má a empresa ou que nos cobre muito todos os meses por aquilo dos resíduos sólidos (nunca repararam naquela verbazinha nos vossos recibos da AC, Águas de Coimbra, EM?). É que, além de termos de presidir à sua fundação como contribuintes, também temos de dar qualquer coisinha todos os meses para a ajuda da recolha do lixo, é claro.

E a respeito do comportamento dos cidadãos que assim tão desconsideradamente tratam a comunidade, não se diz nada?
Claro que se diz, e diz-se que é lamentável.
Serão gentios, trogloditas, bárbaros?
Não, são pessoas como quaisquer outras. Como “nós”?
Se calhar, sim. Mas talvez não tenham por si mesmos aquele mínimo respeito que deveriam ter.
Talvez não tenham percebido ainda que todos nós merecemos − como eles próprios − um ambiente asseado, livre dos seus próprios detritos.

Nota de pormenor:
à volta daquela espalhação de lixarada, há cacos de vidro por tudo quanto é sítio.

Há algum tempo inseri neste blog aquele comentário a respeito do “adoro-te MITÉ”.
A arrebatada inscrição estava lá havia muitos meses e, com certeza por meríssimo acaso, foi limpa passados poucos dias.

Espero que um meu simpático e diligente leitor (se é que existe), funcionário (quem sabe Administrador) de alguma EM esteja tão atento às declarações de amor sem freio como aos lixos espalhados pelo chão…

Quanto aos cidadãos autores da porcaria, teremos nós de esperar mais um século para que se auto eduquem?
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